Wellness Influencers and the Spread of Climate Misinformation

Quando os incêndios florestais devastaram Maui em agosto passado, causando danos extensivos e perdas de vidas, alguns influenciadores de bem-estar no Instagram começaram a espalhar teorias conspiratórias infundadas. Sem nenhuma evidência, sugeriram que o governo era o culpado pelos incêndios. Esses influenciadores alegaram que os incêndios foram provocados intencionalmente para promover uma agenda de mudanças climáticas ou para abrir caminho para o desenvolvimento de uma “cidade inteligente”.

Não se deve subestimar a influência dessas contas de bem-estar, que abordam tópicos como yoga, estilo de vida, fitness, saúde alternativa e espiritualidade. Com centenas de milhares de seguidores, eles têm o poder de alcançar e influenciar novas e mais jovens audiências. No entanto, em vez de compartilhar informações precisas, muitas vezes disseminam alegações enganosas ou falsas.

A combinação de bem-estar, desinformação e conspiração não é uma tendência nova. Durante a pandemia, os influenciadores de bem-estar desempenharam um papel significativo na promoção do sentimento anti-vacina. Agora, com o interesse na pandemia diminuindo, eles mudaram seu foco para as mudanças climáticas. Especialistas alertam que esses influenciadores não estão apenas espalhando informações erradas, mas também minando os esforços para enfrentar a crise climática.

Cécile Simmons, professora de yoga e pesquisadora do Instituto para o Diálogo Estratégico, percebeu um aumento repentino de postagens relacionadas às mudanças climáticas das contas de bem-estar que seguia. Após investigação, descobriu que muitas dessas contas, que oferecem conselhos e produtos de bem-estar, estavam propagando várias formas de desinformação climática. Desde a negação das mudanças climáticas até retratar soluções climáticas como parte de uma conspiração global, essas contas disseminam narrativas falsas para seus seguidores.

Pode-se supor que os influenciadores de bem-estar, que frequentemente enfatizam sua conexão com a natureza e promovem um estilo de vida saudável, apoiariam a ação climática. No entanto, Simmons descobriu que muitos desses influenciadores seguem um forte senso de individualismo e desconfiança das autoridades. Em vez de advogar por soluções coletivas, eles promovem respostas individualistas à ansiedade climática.

É crucial reconhecer o impacto significativo que os influenciadores de bem-estar têm na formação da opinião pública, especialmente entre as audiências mais jovens. Embora suas postagens esteticamente agradáveis possam ser atraentes, é necessário manter o ceticismo e confiar em fontes credíveis para obter informações sobre as mudanças climáticas. A disseminação de informações falsas dificulta o progresso na abordagem da crise climática e ameaça o bem-estar tanto de indivíduos quanto do planeta.